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Politiquices 2

July 7, 2012

[sorry, english speakers: this one is also only of local (political) interest]

“A Lusófona não tem um regulamento específico para a creditação de competências. Nem estabelece limite de créditos a conferir – “Como não temos limites não é preciso regulamento”, diz Damásio que duvida que seja legal a definição de tectos máximos se a lei não o faz. O reitor exemplifica: se Saramago se quisesse candidatar a um curso de Literatura tinha o direito a ter equivalência a todas as cadeiras.”

Já houve 89 licenciaturas na Lusófona como a de Miguel Relvas

Para além do facto de que esta linha de raciocínio tem os seus inconvenientes (por esta ordem de ideias, Nobel = Doutoramento, no mínimo; Presidente da Comissão Europeia deve já estar fora da escala,😉 ), proponho desde já que se crie uma lista de equivalências (exclusiva da Lusófona), só para toda a gente saber com o que conta. Começaria assim:

Junta de Freguesia = 6 ECTS

Vereador de Cämara Municipal (menos de 30 000 habitantes) = 18 ECTS

Presidente de Câmara (menos de 30 000 habitantes) = 30 ECTS (1/2 ano)

Jota = 60 ECTS (ano inteiro)

… e assim por diante.

Isto é muito melhor que as Novas Oportunidades (e de baixo custo,😉 ) e teremos, em pouquísismo tempo, chegado ao almejado objectivo do País de Doutores (muito provavelmente da qualidade mencionada pelo Sr. Jerónimo, mas isso é outra conversa).

O certo é que a Lusófona se manteve muito caladinha sobre estas “oportunidades”. Porque terá sido?

2 Comments leave one →
  1. July 7, 2012 10:08 am

    Manolo, há quanto tempo… Está bem?
    Pois é, mas o meu amigo sabe que eu sou um bocado opiniosa…😦
    O que eu penso é isto:

    A legislação ESTAPAFÚRDIA que permite estas habilidades foi imaginada, produzida e publicada na ANTERIOR LEGISLATURA:
    Regime jurídico instituído pelo Decreto-Lei 74/2006 de 24 de Março (decreto lei conhecido pelo o dos GRAUS E DIPLOMAS, em especial no seu artigo 45), alterado pelos Decretos-Lei n° 107/2008 e de 25 de Junho e 230/2009, de 14 de Setembro.

    Nesses anos, tirando raras e felizes excepções, quase toda a gente batia palmas à visão estratégica e genialidade governativa para essas matérias. Para falar a verdade, essa intervenção governamental da época ainda hoje é muita aplaudida por muitos…

    Por isso, para mim, o problema não está em quem pede mundos e fundos, o problema está em quem os concede, ainda por cima, com base absolutamente legal, embora a legitimidade seja duvidosa.

    Para si, um abraço.

    • July 7, 2012 10:46 am

      Caríssima:
      Concordo inteiramente. Dou sempre uma gargalhada quando vejo aquilo que designo habitualmente por “alínea d”, que é a dita dum determinado artigo da legislação que permite a discricionaridade (tipo reconhecimento de situações não previstas, geralmente com base curricular). Está lá sempre.
      Um abraço

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